Num mundo em que tudo cabe na tela, escrever no papel continua sendo um ato de resistência cognitiva: mais lento, mais físico e, para o cérebro, mais profundo. E é algo que tenho percebido desde que, em meio a dois projetos editoriais grandes, meus textos para a Gazeta e meus jobs na área de consultoria de marketing e copywriting, ter tudo anotado em um caderno foi a maneira mais concreta de não naufragar em meio às ondas de tarefas diárias, em sua grande maioria, exigentes d