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Slow Ride: A vida é curta, e é muito importante
Parece que foi ontem que a rádio tocava sem parar The Look, com a voz forte da sueca Marie Fredriksson e a guitarra pouco virtuosa, mas harmoniosa de Per Gessle e eu ainda pedalava minha recém comprada Mountain Bike da Caloi pelos barrancos dos bairros vizinhas à minha casa, na minha terra natal. Uma parada na serra com os amigos. Um instante que vale a pena (foto: José Caetano/Classic Man Ride Na mesma época – 1989 se bem me lembro – meus primos e eu sabíamos a hora que o vi

José Caetano
9 de jun.4 min de leitura


O Mapa Não Mente: ele sabe mais sobre a estrada do que seu app preferido
Existe um ritual silencioso que acontecia antes de qualquer viagem. Não é verificar o óleo, não é checar a pressão dos pneus, não é separar o equipamento. Era abrir o mapa. Não o aplicativo. O mapa. Aquele objeto antiquado, levemente ultrajante na sua insistência em existir numa era em que tudo cabe numa tela de celular. Um retângulo de papel que, quando desdobrado sobre a mesa, tem a insolência de ocupar espaço. A tirania gentil da voz feminina Você se lembra a última vez em

José Caetano
13 de mai.5 min de leitura


A estrada está pronta. A pergunta é: você está?
Maio tem um aroma diferente. Não é fácil de descrever: um cheiro de terra que finalmente está seca, depois que as chuvas cessaram, o vento mais frio que sopra leve no início da manhã, trazendo o último pólen de flores que cairão nos próximos meses. Quem anda de moto reconhece esse cheiro antes de reconhecer o que ele significa. O corpo sabe antes da mente. As chuvas pararam e não foi um anúncio. Aconteceu aos poucos, da forma como as coisas importantes costumam acontecer. Uma

José Caetano
7 de mai.3 min de leitura


Slow Ride não é sobre velocidade. É sobre presença.
É bom ligar a moto e deixar o óleo circular pelo motor, enquanto eu visto a jaqueta e caminho os 60 metros que distanciam minha garagem do portão. Faço questão de dar esses minutinhos para baixar a aceleração da moto, enquanto eu também abaixo o ritmo da minha própria mente. Olho para a minha Bonneville. O ronco grave se estabiliza, fica regular, quase como uma respiração. É o momento em que eu também começo a desacelerar. Do lado de fora, o mundo ainda não sabe que eu estou

José Caetano
2 de abr.3 min de leitura


7 Razões para Andar de Moto Após os 50
Faltam só 10 dias para eu completar 49 anos e estou chegando nesse momento da vida em que alguns hábitos precisam mudar e é preciso, mais do que nunca, adquirir outros que fiquei postergando até agora, especialmente quando falamos de cuidado com a saúde. Em todo caso, é justamente por isso que estou dando a mim mesmo e à comunidade médica, 10 razões para que eu continue praticando um dos hábitos mais prazeirosos de minha vida: andar de moto. Se você já está se aproximando aos

José Caetano
20 de mar.4 min de leitura


Paradas Reveladoras: O Slow Ride Fotográfico
No último vídeo que publicamos em nosso canal de YouTube, com um slow ride até a cidade Jambeiro, um ponto que ficou destacado e acabou gerando comentários bem interessantes foi a parada que o nosso Classic Man, o José Caetano, fez no meio do caminho para fotografar sua Bonneville diante de uma construção antiga. E isso nos leva a pensar: quantas paradas nós deixamos passar pela pressa da vida? © José Caetano A proposta deste artigo é justamente ressaltar esse hábito que prec

A Redação
13 de mar.2 min de leitura


O que é o Slow Ride? (E o que não é)
Recentemente, lancei o segundo episódio de nosso podcast Rota Clássica no YouTube e nas plataformas mais famosas de streamings de áudio e o resultado foi muito além daquilo que eu sequer previa e muito menos esperava. O termo “slow ride” se provou um atrativo irresistível para pessoas que, como eu, descobriram um novo jeito de pilotar suas motos, mas dúvidas também surgiram entre os inúmeros comentários às postagens. Portanto, começo agradecendo antecipadamente às milhares d

José Caetano
27 de fev.4 min de leitura


Manifesto Slow Ride: o movimento que transforma a forma de viajar de moto
Em um mundo cada vez mais acelerado, onde a produtividade é medida pelo número de tarefas cumpridas no menor tempo possível, a estrada também sofreu a contaminação da pressa. Viagens de moto viraram maratonas de quilômetros, rotas foram comprimidas em cronogramas rígidos e a obsessão pelo destino fez muita gente esquecer de aproveitar o caminho. Mas essa história começa antes de chegarmos às motocicletas. O início: uma revolução à mesa Na década de 1980, na pequena cidade de

José Caetano
12 de ago. de 20254 min de leitura
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