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Paradas Reveladoras: O Slow Ride Fotográfico

No último vídeo que publicamos em nosso canal de YouTube, com um slow ride até a cidade Jambeiro, um ponto que ficou destacado e acabou gerando comentários bem interessantes foi a parada que o nosso Classic Man, o José Caetano, fez no meio do caminho para fotografar sua Bonneville diante de uma construção antiga. E isso nos leva a pensar: quantas paradas nós deixamos passar pela pressa da vida?


Bonneville T120 diante de construção antiga em Caçapava-Jambeiro
© José Caetano

A proposta deste artigo é justamente ressaltar esse hábito que precisa voltar às nossas viagens, pois parece que no passado, quando os celulares ainda não possuíam câmera e não nos enchiam de notificações a todo tempo, nós parávamos para fotografar mais.


Street Glide em estação da Estrada de Ferro Campos do Jordão
Foto em filme P&B 120mm por José Caetano

Não é de hoje que o nosso editor-chefe para no meio do caminho para fazer suas fotos. Ele até uma série de vídeos em que saiu com sua câmera antiga, de médio formato, uma Mamiya 645 Pro TL, carregada com filme Ilford preto e branco e fez umas fotos bem interessantes de suas motos em locais pitorescos, revelando os filmes em sua própria casa. Por sinal, esses vídeos vão ser reeditados e acabar parando no canal de YouTube do Classic Man Ride também, em breve.


Diferentemente dos carros, as motos – especialmente as motos clássicas – parecem se integrar às paisagens e é esse detalhe que faz um convite mais forte àquela parada para uma foto em uma cena que pode não se repetir nunca mais na vida. Imagine que você está fazendo aquela viagem única e passa em frente a uma velha capelinha, ou a uma árvore diferente, com a luz solar incidindo perfeitamente por entre as folhas, naquele determinado horário, naquele dia específico do ano. Dê-se o direito de parar, sem pressa, e fazer uma foto.


Da mesma forma que nossos pais e avós faziam, essas fotos acabarão sendo um convite a histórias maravilhosas, passadas entre as gerações. Imagine contar a seus netos sobre aquele rolê com sua moto clássica por aquela estradinha que foi abandonada pela pressa moderna, ou sua moto que terá sido aposentada por monstruosidades elétricas num futuro terrível (que Deus nos livre das motos elétricas).

Himalayan 411 em foto feita com filme 120mm
Foto em filme P&B 120mm por José Caetano

Inspirações Globais de Riders-Fotógrafos


Joe Ryan exemplifica esse hábito de parar para fotografar nas suas séries solo por vários países: acorda em lagos espelhados, para em vales para fotos que vendem prints, priorizando cenas sobre milhas. Nathalie Depierraz, a Nata on the Road, também registra em fotos varias paisagens incríveis que encontra em suas aventuras e paradas inesperadas.


O Instagram também tem seus expoentes riders-fotógrafos, como nosso amigo João Terra e a sueca Hanna C. Johansson, que inclusive fez um ride pelo Brasil e outros países da América do Sul com uma Triumph Scrambler 900.


Slow Ride também é parar


Slow Ride não é só rodar com consciência do momento, com os sentidos todos ligados no rolê, mas também é se dar ao direito de parar e apreciar a paisagem e também registrar o momento, por que não?!


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