Existe um ritual silencioso que acontecia antes de qualquer viagem. Não é verificar o óleo, não é checar a pressão dos pneus, não é separar o equipamento. Era abrir o mapa. Não o aplicativo. O mapa. Aquele objeto antiquado, levemente ultrajante na sua insistência em existir numa era em que tudo cabe numa tela de celular. Um retângulo de papel que, quando desdobrado sobre a mesa, tem a insolência de ocupar espaço. A tirania gentil da voz feminina Você se lembra a última vez em