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Superando a Vergonha: Habilidades de Pilotagem de Moto para o Homem Adulto

  • Foto do escritor: José Caetano
    José Caetano
  • 12 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Imagine isso: você, um homem de 45 anos, pai de família, com uma carreira consolidada, olha para sua garagem e vê aquela moto reluzente. A habilitação para moto está na carteira há décadas, conquistada em uma juventude mais impulsiva. Mas, na hora de ligar o motor e enfrentar a estrada, uma hesitação sutil surge. Não é medo puro, mas uma dúvida: "E se eu não for tão bom quanto penso? E se meus amigos, aqueles companheiros de churrascos e charutos, rirem quando eu mencionar um curso de pilotagem?"

Farol da Bonneville T120 Black

Essa é a vergonha invisível que assombra muitos de nós, homens que escolheram andar de moto. Não falamos dela abertamente, porque o arquétipo masculino é moldado para projetar força e autossuficiência. Admitir que, apesar da licença, ainda trememos em curvas fechadas ou evitamos o tráfego intenso, parece uma traição ao nosso ego. Mas, meus caros riders, e se eu disser que superar essa vergonha é o ato mais elegante e viril que podemos fazer?


Pense nos grandes clássicos da literatura e do cinema, paixões que cultivo há anos. Em On the Road, de Jack Kerouac, a jornada não é sobre velocidade perfeita, mas sobre a coragem de partir, errar e aprender. Ou em filmes como Easy Rider, onde a liberdade na estrada vem com riscos, mas também com a humildade de se aprimorar. Nós, na meia-idade, não somos mais os Sal Paradise impulsivos; somos os que carregam responsabilidades — esposas, filhos, uma fé que nos lembra da prudência como virtude. Pilotar uma moto clássica não é exibicionismo; é um ritual de presença, onde cada curva é uma meditação sobre controle e entrega.


Mas por que a vergonha? Ela nasce do medo do julgamento social. "Curso de pilotagem? Isso é para novatos!", diriam os amigos ao redor de um bom café ou um cachimbo bem aceso. Eu mesmo, com minha experiência em viagens por lugares interessantes como Itália, a Galiléia, em Israel e o Brasil, hesitei em admitir que, após anos focado em família e trabalho, minhas habilidades precisavam de polimento. Afinal, quem quer ser "zoado" quase aos 50?


No entanto, ao buscar um curso especializado em pilotagem de motos — daqueles que ensinam não só técnicas, mas o respeito pela máquina e pela estrada —, descobri que não era fraqueza, mas sabedoria. Como um bom terno bem ajustado, o aprendizado refina o homem sem alterar sua essência.

Para o homem maduro com habilitação (e com inseguranças), aqui vão reflexões práticas, sem receitas mágicas — afinal, o Classic Man Ride é sobre inspiração, não instrução técnica:


  1. Reconheça o medo como aliado: Não é covardia, é instinto de preservação. Muitos de nós paramos de pilotar após o casamento ou os filhos, priorizando a segurança familiar. Mas voltar com habilidades afiadas honra essa escolha — pense nisso como um pai que ensina resiliência aos herdeiros.

  2. Escolha cursos com elegância: Opte por programas voltados a adultos, como os focados em motos vintage, especialmente Harley-Davidson. No Brasil, há opções em São Paulo ou no interior, onde você aprende em espaços devidamente controlados para evitar acidentes graves. Não se trata de aula de iniciante; é refinamento, como provar um vinho envelhecido.

  3. Integre ao estilo de vida: Combine o aprendizado com prazeres clássicos. Após uma sessão, pare em um café bacana para um espresso, ou fume um charuto enquanto reflete sobre a estrada. Moda entra aqui: invista em equipamentos que unem proteção e sofisticação, como jaquetas de couro com proteções, por exemplo.

  4. A perspectiva espiritual: Como católico, vejo nisso uma lição de humildade. As Escrituras nos falam de Davi, que se preparou antes de enfrentar Golias. Admitir limitações não nos diminui; nos eleva, preparando-nos para jornadas maiores, como uma viagem de moto pelo litoral, visitando bares aconchegantes e praias para surfar ao amanhecer.


No fim, a vergonha é uma ilusão moderna. O homem clássico — o rider de alma, o slow rider — sabe que a verdadeira maestria vem da prática contínua. Se você tem a moto na garagem, mas hesita, pegue o smartphone e marque esse curso. Seus amigos? Eles vão respeitar mais do que rir. E você? Vai pilotar com o coração leve, o motor cheio e o espírito elevado.


Riding the Classic Soul, sem medos invisíveis.


José Caetano é articulista, fotógrafo e entusiasta de motos clássicas. Siga o Classic Man Ride no YouTube para mais jornadas autênticas.

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